
Já nos homens a coisa complica-se. Desde que as pochettes passaram a chamar-se mariconeras aquela pendureza sub-axilar tornou-se ambígua, carregada de decorrências linguísticas subliminares e simbólicas.
Por assim ser, descontado o saco de plástico, atributo de reformado às compras, resta a pasta, de couro com fechos e pegas, sinal de distinção no mundo dos carregadores de problemas, justificação para a espinhela caída, forma de esconder, entre livros e dossiers, a vergonha das contas por pagar e o pudor dos versos inconfessados. Por vezes ridícula e absurda, é o que há para se enfrentar a vulgaridade transportadora.