
30.4.06
Um céu em azul

29.4.06
Acordar cedo

24.4.06
A irrequietude do olhar
23.4.06
Um assunto já visto

19.4.06
Um número num catálogo

16.4.06
O lugar e a tarde

15.4.06
Uma partida de cartas

14.4.06
Gloria!

12.4.06
A individualidade do eu

9.4.06
Plaza Colón

8.4.06
Saber dizer

7.4.06
A decadência das convicções

4.4.06
Vida de lagarta

2.4.06
A lamúria contida

1.4.06
A mala posta
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Quebradiça loiça, exposta ao sol, absorvia refractária o calor solar daquela manhã de Verão. Estávamos tão longe de tudo que uma simples estação de correios eram trinta quilómetros a pé. Naquele dia eu decidira-me a telefonar. Esperava paciente a minha vez, a central manual a aguardar acesso à rede. De súbito, quando menos esperava, consegui-se ligação. Era ainda no tempo dos infinitos repetidores, a voz reflectida de «relais» em «relais», o tiquetactear de mecânicas engenhocas. «Um momento, disse-me a familiar operadora, Lisboa está em linha». Segurei nervoso o auricular. A meu lado um velho gritava ao bocal, como se para um interlocutor inexistente, do qual nem o eco lhe chegava. A chamada, entretanto, caíu. Tentamos amanhã, ou mando um postal. Afinal, daqui a doze dias estará aí.